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Histórico da Empresa e Engenharia no Brasil...
O pioneirismo na execução de Estruturas de Concreto aplicadas
em Edifícios Altos!
Por volta de 1974 ainda estudante de nível colegial,
já tinha inúmeras oportunidades de estar presentes nas obras
das mais variadas espécies e tipos. A construção
civil e a mágica que existia por trás daqueles números
era motivo de fascínio de um jovem, que acabou por optar em sua
carreira profissional o legado de ser Engenheiro.
Saliento ainda, que outrora quando ingressei na Universidade,
os nossos equipamentos de cálculos eram bastante escassos. Existiam
muito poucas calculadoras científicas, a preço de ouro.
Minha primeira calculadora foi comprada a prestação, vejam
só que coisa. Em sete pagamentos consegui comprar uma calculadora
de bolso científica, programável cuja marca Texas TI 57.
Era como querer tirar água de uma pedra. Mas isso
foi fantástico, pois obrigou a procurar soluções
e metodologias para o cálculo matemático, da física,
da mecânica, da dinâmica, da estática, da resistência
dos materiais, etc.A falta de tecnologia disponível ao conforto
do então estudante, propiciou a evolução da criatividade
em questões de dimensionamentos nas diversas áreas da Engenharia.
Os computadores, existiam sim. Mas eram muito raros no Brasil.
Pouquíssimas instituições e empresas tinham suporte
econômico para adquirir tal equipamento. O Computador mais próximo
para nossos ensaios de cálculo estava precisamente a mais de 100
km de distância, devendo percorrer na ida e vinda 200 km para obter
um ensaio de cálculo. Essas dificuldades foram benéficas
a este profissional, que com o estudo da Engenharia e a aplicação
da mesma, criou conhecimentos técnicos de alta relevância.
Foi então que entrou o pioneirismo. Lançou-se
em Ribeirão Preto, um projeto de construção de treze
edifícios altos, com mais de 12 pavimentos sem utilizar a estrutura
convencional de pilares, lajes, vigas e posterior revestimento das paredes
com tijolos ou blocos. Alguns tradicionais profissionais da época
criticaram em muito a questão da segurança desses edifícios.
Mas eles estavam completamente equivocados. Cabe a Engenharia criar soluções
reais, ficando a Filosofia para outras áreas.
Construímos treze edifícios com paredes utilizando-se
a técnica da «parede auto-portante», onde a tradicional
estrutura foi substituída por blocos assentados e amarrados criteriosamente,
distribuindo-se as cargas atuantes na estrutura. Com isso, a economia
de madeira, gabaritos para pilares e outros, foi muito grande, sem contar
com a velocidade com que foi executada a obra. Cada andar tinha seu cálculo
específico do carregamento das paredes, devendo ser dimensionado
os blocos de concreto e avaliados posteriormente em laboratório,
como corpo de prova. Enfim, lá estão os edifícios
no chamado Condomínio Jardim das Pedras.
Com o barateamento dos equipamentos de informática,
os computadores ficaram mais acessíveis aos profissionais, podendo
agora simular projetos em concreto armado, estruturas metálicas,
concreto Protendido, etc sem antes lançar o croqui definitivo.
Com o avanço das tecnologias do cimento, do aço CA 50 ,
CA 60 as estruturas ficaram mais leves e mais baratas. Mesmo assim, sem
dúvida são muito mais caras que a tecnologia utilizada na
execução do projeto citado do Condomínio Jardim das
Pedras no município de Ribeirão Preto.
Portanto o pioneirismo de execução de Estruturas
de Concreto em Edifícios Altos, está marcado na história
de Ribeirão Preto. A minha experiência na construção
de paredes alto portantes, a vivência estrutural tanto no Concreto
Armado quanto as Estruturas Metálicas.
Inúmeros cursos de aprimoramento, reciclagem e pós-graduação,
aumentando a visão profissional no campo urbanístico. Com
essas inúmeras experiências, nasceu a empresa caçula,
ENGEFROM Consultoria Planejamento e Construtora Ltda., que somatizou experiências
no campo da Consultoria, Engenharia, Gestão Empresarial, Gestão
Pública e representações comerciais técnicas.
Engenheiro José Antonio da Silva Gonçalves.
| CAMINHOS
DA ENGENHARIA CIVIL NO BRASIL |
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Cabe aqui publicar um artigo muito interessante que está
no contexto do histórico de vida deste profissional e sua profissão
ENGENHARIA, no Brasil, onde transcrevo a seguir:
No Brasil, desde o início da década de 80,
a Engenharia Civil vem sofrendo os efeitos de uma prolongada crise de
falta de investimentos, que reduziu os seus atrativos como área
de desenvolvimento profissional perante os postulantes à formação
técnica de nível médio ou superior.
Enfatizamos que a crise é de falta de investimentos,
para que não se confunda a estagnação brasileira
com a européia, por exemplo, cujas origens são estruturalmente
diversas.
Regredindo no tempo, no caso europeu, o fim da Segunda Guerra
Mundial foi um marco representativo. De um lado, devastação
radical da economia dos países e a destruição de
vias de transporte, indústrias, usinas geradoras de energia e cidades
inteiras. Do outro, a disputa de áreas de influência política
entre os vencedores do conflito. Era o início da Guerra Fria.
Tudo precisava ser reconstruído! E os Estados Unidos,
cujo território continental havia permanecido incólume e
a indústria havia experimentado um crescimento avassalador e definitivo,
consolidava a sua presença militar estratégica através
da criação da OTAN. O amadurecimento dos dirigentes mundiais
evitou que fossem cometidos os mesmos erros da I Guerra Mundial, quando
o Tratado de Versalhes e suas pesadas e intermináveis indenizações
findaram por gerar sólo fértil para o advento do Nazismo.
Com os compreensíveis rancores controlados por uma
intensa propaganda conciliadora, isentando a população dos
países derrotados da insanidade dos seus líderes, os vencedores
auxiliaram na recuperação dos vencidos, reintegrando-os
ao concerto das nações sob a condução dos
principais vitoriosos: Estados Unidos e União Soviética,
cada um tratando de garantir a sua reserva de mercado.
Esta intensa recuperação, que se prolongou
pelas décadas de 50 e 60, provocou a interiorização
de países de índole colonialista, como Inglaterra, França
etc. Voltados para a reconstrução da sua infra-estrutura
e influência, viram seus territórios ultramarinos passarem
a sofrer as influências da Guerra Fria num momento em que não
dispunham de recursos e nem de motivação nacionalista para
preservá-los.
Bom para a democracia, ótimo para a indústria
bélica das potências mundiais, que lucrou e lucra até
hoje com os conflitos das antigas colônias.
Essa perda de colônias também contribuiu para
o incremento da recuperação européia.A busca competitiva
de mercados gerou o surgimento de indústrias modernas, redução
de custos de produção, desenvolvimento de tecnologias etc.
Mais ou menos 20 anos depois do conflito, a Europa Ocidental
ressurgiu como potência econômica, relativamente autônoma,
disputando não mais extensões territoriais, mas influência
econômica: o Colonialismo moderno. Para tanto, foram efetuados grandes
investimentos financeiros. Cidades, estradas, obras de arte, portos e
indústrias foram reconstruídos de forma massiva, mobilizando
governo, empresários, técnicos e operários num esforço
poucas vezes visto na história da humanidade.
Este foi o paraíso contemporâneo da Engenharia
Civil como de outras áreas profissionais também. A premência
de conclusão das obras conduziu, também, ao desenvolvimento
de novos métodos de concepção, emprego de novas técnicas
construtivas, equipamentos e materiais.
Com a Europa reconstruída, houve uma queda de investimentos
nas áreas internas de interesse de profissionais da Engenharia
Civil. A ênfase ficou por conta de empreendimentos habitacionais,
majoritariamente, privados. As grandes obras de infraestrutura ficaram
por conta de granes empreendimentos pontuais, ampliação
das linhas de trens de grande velocidade e abertura do mercado da Europa
do Leste, de demanda reprimida por anos de vinculação compulsória
à União Soviética.
A Engenharia Civil passou a perder interesse profissional
em prol de outras atividades ligadas, sobretudo, à informatização.
A saída das escolas européias foi buscar novos
mercados em parceria com o governo e empreendedores. É comum, nas
universidades e escolas européias, encontrar cursos de Engenharia
Civil com a presença significativa de estudantes de países
não-europeus, particularmente, ex-colônias.
De certa forma, isso é indicativo de que, apesar
do fim da dominação física, o Colonialismo não
se preocupava com a autonomia de territórios ultramarinos. Normalmente,
estas colônias eram dotadas de infra-estrutura precária.
Precisavam, e precisam, de investimento e obras que garantissem insumos
para o desenvolvimento econômico e estabilidade política.
Outro aspecto interessante do escopo destes cursos é o ensino de
idiomas. Além do inglês, são ministrados cursos de
francês, espanhol, árabe, russo e pasmem - chinês!
BRASIL
A analogia com o Brasil está mais para a situação
das ex-colônias do que para a da Europa. Também ex-colônia,
nosso país viveu, até a década de 40, sob um sistema
produtivo predominantemente agrário e extremamente frágil
por estar sujeito ao desempenho de economias mais pujantes e diversificadas.
Além disso, tínhamos um histórico de incompetência
administrativa e política que nos mantinha na esfera da influência
das potências mundiais.
Iniciativas autônomas foram o embrião de uma
mudança de ares econômicos. O Estado Novo e o governo de
1951 a 1954, de Getúlio Vargas, começaram o efetivo processo
de industrialização do Brasil através da implantação
de indústrias de base e os 50 anos em cinco de Juscelino deram
os contornos e diretrizes necessários à consolidação
do processo de diversificação da economia nacional.
Mas a sombra dos interesses hegemônicos internacionais
sempre esteve lá.
A desculpa: a Guerra Fria.
O mecanismo de freio e manobra: o endividamento externo.
O Golpe de Estado de 1964 poderia ter apresentado resultados
interessantes, mas a intransigência dos governantes, cultivada por
uma conjuntura continental maniqueísta agravada pelo pânico
dos Estados Unidos de que a Revolução Cubana se disseminasse
pela América Latina e a falta de habilidade e exacerbação
ideológica dos contra-golpistas, fizeram o jogo dos interesses
externos.
Após o Golpe, a situação do Brasil
foi semelhante a da Europa do pós-guerra, mas com aspectos menos
grandiosos., afinal, não havíamos guerreado e nem perdido
para os Estados Unidos. Neste período, apesar de impregnado pelas
tênebras da opressão política e pela ocultação
de situações inaceitáveis, o Governo decidiu, sabiamente,
prosseguir o processo de industrialização.
Este foi o paraíso tupiniquim da Engenharia Civil:
grandes obras de infra-estrutura e algumas faraônicas e superfaturadas,
implantação de indústrias, muito investimento em
aquisição de tecnologia, mas pouco na pesquisa científica.
A propaganda oficial era intensa. O Brasil era o País do Futuro!.
Na verdade, era palco de intensas diferenças sociais que o tornavam
alvo fácil de ações maniqueístas, da eterna
luta entre o bem e o mal, que nunca apareciam bem caracterizados.
Na disputa por este mercado emergente, os investidores destinaram
vultosas somas aos projetos do governo militar, não se importando
se os recursos eram ou não totalmente aplicados no seu real objetivo.
O que importava era que teriam que ser ressarcidos com polpudos juros
e, para piorar, havia uma insensata busca de hegemonia na América
Latina que era levada a limites extremamente perigosos pelos militares
que governavam os países na época. O acordo nuclear entre
o Brasil e a Alemanha foi um exemplo significativo disso. Estávamos
enfeitiçados pelo canto da sereia!
Curioso é que as duas maiores críticas ao
governo de Juscelino (o endividamento externo e a escalada inflacionária)
tenham sido multiplicados por dois dígitos neste período
de exceção, sem que isso fosse considerado como um estorvo,
mas como o preço do desenvolvimento acelerado. Mais curioso é
que muitos dos artífices desses planos ainda estejam na ativa,
dizendo como seria a maneira correta de conduzir a economia brasileira!
Em 1973, com a Crise do Petróleo, o sonho brasileiro
começou a virar pesadelo. O dinheiro fácil dos investimentos
internacionais mostrou sua real intenção: o Brasil era um
mercado! Só interessava investir no que desse retorno às
multinacionais, que já dispunham de mão-de-obra barata com
alto poder de adaptação, e garantisse a manutenção
do país no bloco ocidental.
O país que ninguém segurava havia caído
e estava imóvel na teia de aranha que havia ajudado a construir.
Endividado, inflacionado e recessivo, o Brasil retornou
à democracia com inegáveis melhorias de infra-estrutura,
mas com uma conta a pagar por gerações, semelhante a do
Tratado de Versalhes. Talvez isso mostre por quê a Globalização
não nos choca tanto. Estamos há tanto tempo ao sabor dos
interesses internacionais que o processo não nos assusta. É
pena que a nossa dívida também não seja globalizada!
Para a Engenharia Civil, a experiência das grandes
obras de infra-estrutura realizadas durante o governo militar permitiu
o acesso competitivo ao mercado externo, disputado com as grandes empreiteiras
internacionais. No caso das empresas européias, tratava-se de sobrevivência
por falta de mercado interno ou necessidade de expansão, só
que a realidade da Europa era diferente da nossa: tínhamos muito
o quê fazer no território pátrio, mas a torneira dos
investimentos estava fechada.
Este foi o período negro da Engenharia Civil brasileira
recente.
Como os investimentos em infra-estrutura são altos
e dependem de recursos internacionais, as grandes obras foram desaceleradas
ou interrompidas, e os novos projetos foram engavetados. A atual crise
energética nacional é um subproduto dessa conjuntura.
O enorme contingente de engenheiros civis a grande
profissão das décadas de 60 e 70 teve que abandonar
o fascinante e eclético mundo dos grandes empreendimentos: uns
para os mercados convencionais da construção civil, utros
para áreas administrativas ou, simplesmente, viraram suco...
A profissão perdeu mercado específico por
demanda reprimida, mas ocupou nichos de mercado importantes. Já
na sua área mais tradicional (edificações), teve
avanços em pesquisas, materiais e técnicas construtivas,
reduzindo custos e prazos de execução de empreendimentos.
Felizmente, as mentes continuaram produzindo.
Após mais de uma década de novas tentativas
de retomada de desenvolvimento com planos econômicos tão
mirabolantes quanto desastrados, com o mercado financeiro ganhando de
goleada do investimento em produção e a intensa migração
do campo para as cidades, o Plano Real trouxe novo alento ao país.
Apesar dos novos e rudes golpes das nações
desenvolvidas, o Brasil enxugou a máquina, modernizou a indústria,
iniciou a Reforma Agrária e aprendeu a viver em democracia, retomando,
gradativamente, a confiança e o respeito internacional. Enfim,
confirmou sua imensa capacidade de adaptação e superação.
O governo FHC criou mecanismos para a reativação
da economia, atraindo investimentos privados e criando novos núcleos
de desenvolvimento fora do circuito: São Paulo Rio de Janeiro
Minas Gerais. Demonstrou, ainda, perspicácia, ao impedir
que o incentivo a criação de novos pólos de desenvolvimento
viesse acompanhado de protecionismo regional em detrimento dos centros
tradicionais, evitando a adoção, internamente, do mesmo
tipo de política que criticamos no mercado internacional.
As privatizações das estatais ainda carecem
de uma avaliação quanto a sua eficácia.
O comportamento da economia brasileira também mostra
tendência promissora de crescimento com estabilidade. Esta retomada,
entretanto, trouxe à tona as nossas deficiências estruturais
causadas por décadas de falta de investimento em áreas fundamentais,
como transportes em geral, geração e distribuição
de energia, saneamento básico, pesquisa científica, informatização,
reforma agrária, distribuição de renda, educação
etc.
Todas as iniciativas dos governos, em seus vários
níveis, são questionáveis e necessitam de correções,
mas não se pode negar que iniciativas estão sendo tomadas.
Em tudo o que está relacionado acima, a participação
direta do profissional de Engenharia Civil é fundamental.
Isto representa a retomada do status da profissão?
Sim, na medida em que o desenvolvimento material está
diretamente relacionado à capacidade de obter da natureza aquilo
que ela nos dispõe, de forma racional e sustentável. E essa
é a atividade da Engenharia.
Alguém duvida ou questiona necessidades de melhoria
da logística de transportes, ampliação de capacidade,
modernização e multiplicação de portos, aeroportos,
hidrovias e ferrovias, expansão de saneamento básico, reurbanização
das cidades e melhoria da infra-estrutura rural e de gerar energia para
sustentar tudo isso? Se esse processo for conduzido de forma idônea,
acompanhado dela democratização das oportunidades, combate
à corrupção e distribuição de renda,
atingiremos, inexoravelmente, um elevado estágio de prosperidade
com justiça social.
Para tanto, a ordem interna deve ser: manter e modernizar o existente,
interiorizar o desenvolvimento e, externamente, integrar-se ao concerto
das nações sem perder a nossa identidade.
Lembremos que, enquanto engenheiros, somos artífices
da materialização de idéias e sonhos, nossos e de
outros. Nosso pragmatismo é o contraponto positivo dos idealistas
e a nossa obstinação em concretizar e o gosto por desafios
é o passaporte para novos patamares da evolução humana.
Nosso poder de superação não tem limites!
A Engenharia Civil é como aquele jogador de meio-campo
que a torcida não vê, mas que o técnico sabe ser imprescindível
ao desempenho da equipe. Eclético e solidário, ele joga
de cabeça erguida, enxerga o campo todo, antecipa as jogadas, auxilia
no ataque e volta para cobrir a defesa. Nunca será artilheiro,
mas dá assistência e comemora os gols como se fossem seus.
Tem espírito de equipe e consciência de metas.
É impossível vislumbrar desenvolvimento sem
associá-lo à Engenharia Civil como princípio, meio
e fim.
Os caminhos para a Engenharia Civil estão, novamente,
abertos. É certo que haverá sempre, pedras no caminho, mas
para quem está habituado a construir estradas, obras de arte e
edificações, isso não é problema, é
matéria-prima. Aliás, em parceria com a Engenharia Elétrica,
nada melhor para encontrar uma luz no fim do túnel da atual crise!
Colaboração deste artigo:
Adilson Luiz Gonçalves é engenheiro civil da Secretaria
de Obras e Serviços Públicos da Prefeitura Municipal de
Santos SP, pós-graduado em Construções e Obras
Públicas pelo ISBA (Institut Supérieur du Béton Armé
de Marselha, França) e Avaliações e Perícias
em Engenharia pelo IBAPE SP, professor na Faculdade de Engenharia
da UniSantos e da Faculdade de Arquitetura da Unisanta.
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